DENGUE X PARACETAMOL
14042008
INFORMAÇÃO NUNCA É DEMAIS!!!!
Prezados,
Com esta epidemia de dengue é sempre importante uma informação adicional.
ESSE TIPO DE MENSAGEM É ALTAMENTE IMPORTANTE SER ESPALHADO A TODOS.
TALVEZ CERCA DE 90 % DE NOSSA POPULAÇÃO NÃO TENHA TIDO ACESSO A ESTE TIPO DE
INFORMAÇÃO, E ESTEJAMOS ENTRANDO NUM ESTÁGIO DE DESESPERO DE FORMA, TALVEZ,
EQUIVOCADA.
Amigos,
É bom saber que paracetamol é veneno mortal para gatos, assim como o
fertilizante denominado torta (ou farinha) de mamona. É que o fígado daquele
animal não metaboliza estas substâncias.
Como professor de microbiologia, eu venho falando sobre isto com meus alunos
há alguns anos: a relação da Dengue (uma patologia causada por um vírus
hepatotóxico) com o Tylenol (paracetamol- uma droga com potencial hepatotóxico
significativo).. O vírus da Dengue é da mesma família do vírus da Febre Amarela
(Flavivírus) que tem tropismo pelo hepatócito.
Mas é sempre bom colocar a posição de um especialista na área. Então, taí
abaixo.
DENGUE – EQUÍVOCOS NO TRATAMENTO
Prof. Dr. Edimilson Ramos Migowski de Carvalho, MD, PhD (Professor de
Infectologia Pediátrica da UFRJ e vice-presidente da Sociedade de Pediatria do
Estado do Rio de Janeiro)
O vírus do Dengue é um Flavivirus, portanto do mesmo gênero do vírus da
hepatite C e da febre amarela, que também são hepatotrópicos.
Assim, a hepatite não pode ser considerada uma complicação do dengue, pois faz
parte da história natural da doença.
Aspectos histológicos de hepatite viral têm sido demonstrados em biópsias
hepáticas de pacientes com dengue, como degeneração dos hepatócitos, necrose
centrolobular, degeneração gordurosa, hiperplasia de células de Kupffer,
infiltração de monócitos e alterações muitas vezes de grande monta a exemplo do
que ocorre na febre amarela. Diversos estudos demonstram que 80 a 100% dos
pacientes com dengue, mesmo sem hepatomegalia, apresentam algum grau de
envolvimento hepático com
elevação de transaminases (TGO e TGP).
O tratamento da Dengue é sintomático, isto é, são utilizados medicamentos
apenas para amenizar os sinais e sintomas, e não para combater o vírus. O
próprio sistema imunológico acaba com o vírus em alguns dias. Mesmo assim,
deve-se fazer repouso, não se agasalhar excessivamente e beber muito líquido
para evitar a desidratação proporcionada pela febre e evitar sintomas mais
desagradáveis.
No caso da forma hemorrágica, é recomendada a aplicação de soro e plasma. Em
alguns casos mais graves pode haver a necessidade de transfusão de sangue.
Embora não tenha qualquer estudo, é o paracetamol (Dôrico(R), Tylenol(R) etc)
o fármaco mais utilizado para tratamento da dor e febre no paciente com dengue.
Vale ressaltar que o vírus do dengue causa, em praticamente 100% das pessoas
infectadas, um quadro de hepatite, e o paracetamol é muito tóxico para esse órgão e poderá agravar o problema.
O ácido acetil-salicílico (AAS(R), Aspirina(R), Melhoral(R), Doril(R) etc) é
contra-indicado, porque essa substância interfere nos mecanismos de coagulação
e pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.
Baseado nos perfis do medicamento e da doença, os medicamentos que poderiam
ser utilizados com um pouco mais de segurança seriam a dipirona (Novalgina(R),
Dorflex(R), Anador(R) etc.) e o ibuprofeno (Dalsy(R), Alivium(R)). Mas sempre
de forma comedida e com orientação médica.
Na maioria das vezes, o doente se recupera em uma semana.
A recuperação costuma ser total, não deixando nenhum tipo de seqüela.
É comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que desaparece
completamente com o tempo, geralmente em até quinze dias.
Paracetamol é uma substância que exige um esforço do fígado para
metabolizá-la.
A diferença entre a dose terapêutica e a tóxica é muito pequena.
Segundo a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos, um adulto
saudável deve ingerir, no máximo, quatro gramas de paracetamol por dia.
Para crianças, a dose recomendada é de cem miligramas por quilo de peso. Mas o
mais seguro é consumir o mínimo possível. O excesso pode causar hepatite
medicamentosa. Hepatite tóxica mata rapidamente, adultos e crianças.
Ela pode ser a verdadeira causa de vários óbitos atribuídos ao dengue.
Mestrado em Biociências e Biotecnologia
Universidade Estadual do Norte Fluminense–
Lara Gonçalves Pessanha
msn: eng_calori@hotmail.com
Israel Calori, MSc
Eng. de Alimentos
Rua Joaquim da Silva Pereira, 62
13625-000 Santa Cruz da Conceição- S.P.
Fones (19)3567 1310 ou (19)9121 9892
Renata Couto Moreira Professora Assistente Departamento de Ciências da
Computação Universidade Federal de Lavras Lavras,
MGhttp://ecosul.wordpress.com/2008/04/14/dengue-x-paracetamol%E2%80%8F/
Prezados,
Com esta epidemia de dengue é sempre importante uma informação adicional.
ESSE TIPO DE MENSAGEM É ALTAMENTE IMPORTANTE SER ESPALHADO A TODOS.
TALVEZ CERCA DE 90 % DE NOSSA POPULAÇÃO NÃO TENHA TIDO ACESSO A ESTE TIPO DE
INFORMAÇÃO, E ESTEJAMOS ENTRANDO NUM ESTÁGIO DE DESESPERO DE FORMA, TALVEZ,
EQUIVOCADA.
Amigos,
É bom saber que paracetamol é veneno mortal para gatos, assim como o
fertilizante denominado torta (ou farinha) de mamona. É que o fígado daquele
animal não metaboliza estas substâncias.
Como professor de microbiologia, eu venho falando sobre isto com meus alunos
há alguns anos: a relação da Dengue (uma patologia causada por um vírus
hepatotóxico) com o Tylenol (paracetamol- uma droga com potencial hepatotóxico
significativo).. O vírus da Dengue é da mesma família do vírus da Febre Amarela
(Flavivírus) que tem tropismo pelo hepatócito.
Mas é sempre bom colocar a posição de um especialista na área. Então, taí
abaixo.
DENGUE – EQUÍVOCOS NO TRATAMENTO
Prof. Dr. Edimilson Ramos Migowski de Carvalho, MD, PhD (Professor de
Infectologia Pediátrica da UFRJ e vice-presidente da Sociedade de Pediatria do
Estado do Rio de Janeiro)
O vírus do Dengue é um Flavivirus, portanto do mesmo gênero do vírus da
hepatite C e da febre amarela, que também são hepatotrópicos.
Assim, a hepatite não pode ser considerada uma complicação do dengue, pois faz
parte da história natural da doença.
Aspectos histológicos de hepatite viral têm sido demonstrados em biópsias
hepáticas de pacientes com dengue, como degeneração dos hepatócitos, necrose
centrolobular, degeneração gordurosa, hiperplasia de células de Kupffer,
infiltração de monócitos e alterações muitas vezes de grande monta a exemplo do
que ocorre na febre amarela. Diversos estudos demonstram que 80 a 100% dos
pacientes com dengue, mesmo sem hepatomegalia, apresentam algum grau de
envolvimento hepático com
elevação de transaminases (TGO e TGP).
O tratamento da Dengue é sintomático, isto é, são utilizados medicamentos
apenas para amenizar os sinais e sintomas, e não para combater o vírus. O
próprio sistema imunológico acaba com o vírus em alguns dias. Mesmo assim,
deve-se fazer repouso, não se agasalhar excessivamente e beber muito líquido
para evitar a desidratação proporcionada pela febre e evitar sintomas mais
desagradáveis.
No caso da forma hemorrágica, é recomendada a aplicação de soro e plasma. Em
alguns casos mais graves pode haver a necessidade de transfusão de sangue.
Embora não tenha qualquer estudo, é o paracetamol (Dôrico(R), Tylenol(R) etc)
o fármaco mais utilizado para tratamento da dor e febre no paciente com dengue.
Vale ressaltar que o vírus do dengue causa, em praticamente 100% das pessoas
infectadas, um quadro de hepatite, e o paracetamol é muito tóxico para esse órgão e poderá agravar o problema.
O ácido acetil-salicílico (AAS(R), Aspirina(R), Melhoral(R), Doril(R) etc) é
contra-indicado, porque essa substância interfere nos mecanismos de coagulação
e pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.
Baseado nos perfis do medicamento e da doença, os medicamentos que poderiam
ser utilizados com um pouco mais de segurança seriam a dipirona (Novalgina(R),
Dorflex(R), Anador(R) etc.) e o ibuprofeno (Dalsy(R), Alivium(R)). Mas sempre
de forma comedida e com orientação médica.
Na maioria das vezes, o doente se recupera em uma semana.
A recuperação costuma ser total, não deixando nenhum tipo de seqüela.
É comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que desaparece
completamente com o tempo, geralmente em até quinze dias.
Paracetamol é uma substância que exige um esforço do fígado para
metabolizá-la.
A diferença entre a dose terapêutica e a tóxica é muito pequena.
Segundo a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos, um adulto
saudável deve ingerir, no máximo, quatro gramas de paracetamol por dia.
Para crianças, a dose recomendada é de cem miligramas por quilo de peso. Mas o
mais seguro é consumir o mínimo possível. O excesso pode causar hepatite
medicamentosa. Hepatite tóxica mata rapidamente, adultos e crianças.
Ela pode ser a verdadeira causa de vários óbitos atribuídos ao dengue.
Mestrado em Biociências e Biotecnologia
Universidade Estadual do Norte Fluminense–
Lara Gonçalves Pessanha
msn: eng_calori@hotmail.com
Israel Calori, MSc
Eng. de Alimentos
Rua Joaquim da Silva Pereira, 62
13625-000 Santa Cruz da Conceição- S.P.
Fones (19)3567 1310 ou (19)9121 9892
Renata Couto Moreira Professora Assistente Departamento de Ciências da
Computação Universidade Federal de Lavras Lavras,
MGhttp://ecosul.wordpress.com/2008/04/14/dengue-x-paracetamol%E2%80%8F/
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