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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

RAZÃO DA VINDA DE JESUS !


Jesus Cristo de Nazaré não veio por causa das nossas necessidades imediatas. Veio por causa da nossa necessidade eterna. o que fez aqui, com muitos, atendendo suas necessidades imediatas, por exemplo: o cego de nascença, o coxo Do tanque de Betesda, a multidão faminta e a multiplicação dos pães e peixes... Foram apenas demonstração de que as pessoas precisavam crer que ele era o "messias" Jo 4.48. Todos estes partiram deste mundo para a eternidade. Porem o mais importante da vinda de Cristo é que a garantia de uma vida eterna sem fome, dor, sofrimento, luto e lagrimas Ap. 4.21. Faça a maior decisão de sua vida deixe cristo cuidar de sua eternidade. Rm 6.23.


Não se deixe enganar todas as necessidades que são supridas aqui  neste mundo acabam voltando:... “todo o que bebe desta água tornará a ter sede;” Jo 4.13. Nesta fala encontramos Jesus dizendo à mulher que veio pegar água a verdade acerca da vida terrena quanto as necessidades imediatas. Porem ao falar-lhe sobre sua missão Ele diz: “mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”. Jo 4. 14. Quando seus discípulos chegam da cidade trazendo o almoço e lhe oferecem ele responde: Entrementes os seus discípulos lhe rogavam, dizendo: Rabi, come. Ele, porém, respondeu: Uma comida tenho para comer que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Acaso alguém lhe trouxe de comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra. Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa. Quem ceifa já está recebendo recompensa e ajuntando fruto para a vida eterna; para que o que semeia e o que ceifa juntamente se regozijem. Porque nisto é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde não trabalhaste; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

E muitos samaritanos daquela cidade creram nele, por causa da palavra da mulher, que testificava: Ele me disse tudo quanto tenho feito. Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. E muitos mais creram por causa da palavra dele; e diziam à mulher: Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.” Jo 4.31-42.





Enquanto falo sobre isto não pretendo diminuir o poder de Cristo em suprir nossas necessidades. De fato o que pretendo é conscientizá-lo que o mais importante nesta vida não é o que Cristo pode fazer quanto às nossas necessidades imediatas e sim o que Ele fez por nossa necessidade eterna. Continue confiando na sua providencia, mas não deixe que esta loucura pelos bens terrenos e “prosperidade divina” ofusque o bem maior já conquistado pelo sangue de Jesus - sua Vida eterna com Deus.
 
Não seja como os interesseiros que seguiam a Jesus, não pelas palavras de vida eterna que ele falava: Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes.Jo 6.26. depois de comerem o pão multiplicado a multidão continuou seguindo a jesus mas seus interesses eram escussos. Desejo que você leitor deste artigo seja como Simão Pedro:"para quem iremos nós se só tu tens as palavras da vida eterna" Jo 6.68. movido por reais interesses, compreendendo a essência da vinda de Cristo que é em primeiro lugar: “... Filho, perdoados são os teus pecados” Mc. 2.5. pois isso é muito mais difícil. E só depois, ele pode, se quiser, “...levanta-te, toma a tua cama e e vai para tua casa.”Mc 2.11.

PR. EZEQUIEL PINTO DE CARVALHO



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CHAMADA MISSIOLÓGICA


 

 

Texto: Is. 6.1-8

“No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo. Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, e com duas cobria os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça. Então disse eu: Ai de mim! pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos! Então voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado o teu pecado. Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.”

 

O profeta Isaías, teria vivido entre 765 a.C. e 681 a.C., durante os reinados de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, sendo contemporâneo à destruição de Samaria pela Assíria (II Rs 17; II Cr e à resistência de Jerusalém ao cerco das tropas de Senaqueribe que sitiou a cidade com um exército de 185 mil assírios em 701 a.C. Exerceu o seu ministério no reino de Judá, tendo se casado com uma esposa conhecida como a profetisa que foi mãe de dois filhos: Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz.


            Quando analisamos o texto da chamada de Isaias, para uma árdua missão: anunciar o cativeiro do povo e a destruição das cidades de Israel (reino Sul). Percebemos que houve alguns aspectos dignos da nossa observação. São passos que considero importantes para qualquer um que deseja dizer: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Os quais nós queremos tratar em breves linhas.

1- O LOCAL - TEMPLO.

Tudo acontece com a morte do rei Uzias (736 AC) ocasião em que Isaias vai ao templo. Em Jerusalém, o grande templo construído por Salomão que era a gloria da religião judaica, era o local especifico de adoração a Deus pelos judeus. Foi neste local que Isaias teve um encontro pessoal com Javé. Encontro que muda sua vida e seu ministério. E o local dessa mudança não é invariavelmente o mesmo para todos. No caso de Isaias a morte de Uzias o levou ao templo. Sempre Deus usará uma circunstancia que nos conduza ao lugar do encontro transformador. Para Elizeu, foi na roça, depois que Elias lança sobre ele a sua capa (I Rs. 19.19). Para Jonas foi ventre do grande peixe (Jn 2). Para Saulo de Tarso no caminho para Damasco (At.9).

A minha, a sua, a de cada um neste tempo presente, sempre terá para nós um lugar que mereça nossa recordação.

Porem, os motivos como vêem, que Deus se utiliza para marcar este lugar como “O LUGAR”, é variado. Todavia Deus não desiste de nos conduzir ao lugar da mudança. Se ainda não houve uma mudança no seu modo de ver o pecado e suas conseqüências, acredito que Deus o conduzirá ao lugar que desperte em você esse desejo de mudança.

Só quero considerar um fato importante: o templo ainda continua sendo o lugar favorito de Deus se manifestar aos seus escolhidos. Não importa o tamanho, a suntuosidade ou arquitetura, importante mesmo é que seja casa de oração, consagrada a Deus. Não deixe de congregar mesmo que você perceba que não mudou os hábitos conforme prescreve as escrituras. Continue indo aos cultos e Deus marcará um dia que haverá de encontrar você o mudará, desde que você de fato queira ser mudado.

2- UMA EEXPERIENCIA SOBRENATURAL COM DEUS.

            “eu vi o Senhor...”

Isso foi tão assombroso para Isaias o quanto foi para todos os outros personagens bíblicos que tiveram experiências semelhantes com o sobrenatural de Deus. O que acontece sempre quando, até estamos envolvidos na obra, exercendo alguma função, mais necessitamos de autenticidade.   Para Moises foi a sarça em fogo que não a consumia. Para Paulo foi a luz que resplandeceu mostrando a grandeza de cristo e derrubando toda a sua arrogância. Pedro foi o pentecostes que o encheu de ousadia e determinação.

No caso em estudo – Isaias – vê o “Senhor assentado num alto e sublime trono”, foi algo tão maravilhoso que chamais o tornaria igual depois daquela experiência. Essa experiência note que pessoal. Necessário, se faz, então que qualquer pessoa chamada tenha sua própria experiência com Deus. É ela que dará autenticidade ao ministério a ser desempenhado. É intransferível. Qualquer chamada sem uma experiência sobrenatural com Deus será apenas romance. Sem chance de durar as provas que esperam os chamados no desempenho das tarefas que lhe forem confiadas. Não diz a Isaias que seria simplesmente fácil e sem dores. Como também não diz a ninguém que o será. Porem depois de ver sua gloria, quem duvidaria de sua grandeza e soberania, presença e companhia em qualquer situação? Tudo o mais na nossa volta parece pequeno quando nossa experiência com Deus é profunda e sobrenaturalmente marcante.

 

3 – O RECONHECIMENTO DE UMA INTERVENÇÃO DE DEUS EM NOSSO CARATER.

Percebe-se que, embora tivesse um ministério, faltava-lhe autenticidade. Não somos autênticos missionários, enquanto a postura com relação ao sistema mundano que nos cerca não é mudado: “ ... tenho lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios...”. É o reconhecimento de quem somos e em que estado nos encontramos quando, contrastados com a revelação da grandeza de Deus, que determinara a necessidade de uma intervenção sobrenatural daquele que tem o poder de transformar nossa realidade. E isso não acontecerá se nós mesmos não quisermos e a buscar do fundo do nosso coração.

O grande problema hoje é o conformismo com presente sistema mundano que, invadiu nossas igrejas, centros missionários e convenções que tenta nos conformar com tudo isto. Afinal, todos agem assim. Se Deus na sua infinita soberania e misericórdia não intervir com uma ação sobrenatural em muitos, para lhes despertar do estado de acomodação que vive não sei como serão os futuros missionários, lideres o obreiros do Senhor.

Vivemos os tempos que profetizou o apostolo Paulo a Timóteo:  “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.II Tm. 3.1-5. Sendo assim, fica provado que estar cercado e ameaçado a viver do modo pecaminoso que este tipo de gente, é uma realidade assustadora pois esta, está dentro do nosso convívio social e neste contexto até espiritual.

Cabe nos policiarmos, especialmente dentro da experiência espiritual que cada um tem com Deus e, reconhecermos cada vez que necessário, uma mudança de comportamento e se necessário de circulo de amizades e convívio. Para só então sermos isentos de culpa ou acusação quando tiver necessidade de confrontar o pecado em todas as suas formas.

4 – DEUS ESTÁ SEMPRE DISPOSTO A TOCAR-NOS E MUDAR-NOS.

“Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; e com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado”. Isaías 6:6-7

 

Tomando o caso em estudo, percebemos que onde há uma real e verdadeira confissão de pecados, há também uma real e verdadeira vontade de Deus em tocar-nos e mudar-nos. Somente pessoas tocadas e mudadas pelo toque soberano da brasa de Deus, que um símbolo do seu espírito santo agindo em nós, serão aptas a dizer com verdade e devoção: “Eis-me aqui, usa-me a mim”. Antes do toque de Deus somos imperfeitos e inaptos para obra. Porem, depois, somos preparados.

Pr. Ezequiel Pinto de Carvalho
presidente das Assembléias de Deus em Tiquara, Campo Formoso - BA
teologo, psicopedagogo e cientista da religião.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A fé vem acompanhada

A fé vem acompanhada


  1. Existe uma história que fala de um homem que, há anos atrás, empurrava um carrinho de mão equilibrado numa corda esticada sobre o rio Niágara, América do Norte. Milhares de pessoas o aclamavam, enquanto era colocado um saco de areia de 100 quilos sobre o carrinho, que o homem empurrava de um lado para o outro. Em certa ocasião, olhou para a multidão e perguntou: “Quem aí acredita que eu posso carregar um homem neste carrinho?” Todos acreditam! — bradou um espectador da frente da fila muito entusiasmado. E o homem, então, voltou-se para ele, dizendo: — Pois venha você! – E diante disso, o cidadão imediatamente retirou-se, pois não cria de fato. Ele pensava que cria, mas não queria de modo algum dar uma prova de sua crença.
  2. Igualmente acontece com relação a Cristo. Muitos dizem que crêem nele e que o seguem, mas não fazem “entram no carrinho de mão”. Tais pessoas nunca assumiram um compromisso ou se submeteram realmente a Cristo.
  3. F. B. Meyer disse algo muito interessante sobre a fé: “Algumas pessoas estão sempre telegrafando para o céu para que Deus lhes mande bênçãos; mas elas nunca estão no porto para descarregá-las quando estas chegam”.
  4. Outras frases interessantes:
    1. a. Fé inoperante é tão inútil quanto palavras vãs. (J. Blanchard)
    2. b. É só a fé que justifica, mas a fé que justifica não está só. (João Calvino)
    3. c. Quem não vive de acordo com o que professa crer, não crê. (Thomas Fuller)
    4. d. A fé salvadora tem uma qualidade que a distingue: é uma fé que produz obediência e motiva um estilo de vida. (Billy Graham)
    5. e. A fé verdadeira e viva, que o Espírito Santo coloca no coração, simplesmente não pode ser inoperante. (Martinho Lutero)
    6. f. Crer e obedecer sempre andam lado a lado. (C. H. Spurgeon)
    7. Fé e obediência fazem parte do mesmo pacote. Aquele que obedece a Deus, confia nEle; aquele que confia em Deus, obedece-lhe. (C. H. Spurgeon)
  5. Estamos em clima de campanha: 4º Dias de Fé. Nada mais natural, portanto, do que tratarmos desse assunto de forma exaustiva. É o que já estamos fazendo e continuaremos a fazer nos próximos dias.
  6. Hoje vamos pensar o fato de que a fé deve vir acompanhada.
  7. Penso eu que há duas coisas principais que devem acompanhar a fé:
    1. A compreensão sobre em quem cremos
    2. Obras – a fé precisa ser dinâmica
  8. Pensemos um pouquinho então sobre esses “acompanhamentos”
I. A Fé Precisa Vir Acompanhada de Compreensão Sobre em Quem Cremos.

  1. Vamos ler Mateus 2.1-18
  2. O Herodes do texto em questão, da época do nascimento de Jesus, era um sujeito mal à beça. Foi nomeado rei dos judeus pelos romanos, que tinham os judeus sob seu domínio. Por nascimento ele não era judeu, era edomita, mas era judeu por religião, ainda que essa fosse para ele apenas um veículo para a satisfação de seus próprios interesses. Ele reinou por volta dos anos 40 a.C. até pouco depois de Cristo nascer. Qualquer um que ameaçasse o seu reinado era logo eliminado. Ele ordenou a morte de seus próprios filhos (Augusto disse sobre a violência de Herodes contra seus filhos: Eu preferiria ser um porco de Herodes do que seu filho). Ele assassinou a sua “esposa favorita”, que era descendente dos hasmoneanos – povo que era contra o seu governo. O louco chegou ao ponto de planejar um meio para que todos os seus nobres fossem mortos assim que ele morresse, para que houvesse muito choro e tristeza no dia de sua morte. Mas a mais notável violência desse homem foi a matança dos inocentes de Belém, de que fala o texto bíblico. Ele morreu com setenta anos de idade, em Jericó, de hidropsia, gangrena e uma enfermidade do estômago e intestinos – uma maneira aviltada de se morrer em sua época.
  3. Mas, pensemos um pouquinho à luz do texto que lemos…
  4. Parece que esse homem terrível tinha mais fé nas palavras da Bíblia do que os que se diziam religiosos e tementes a Deus.
  5. Veja novamente os versículos 1-6 e o 16.
  6. Os Sacerdotes e Escribas interpretaram corretamente a profecia de Miquéias 5.2 (vs. 5 e 6) no tocante ao Messias, mas nada fizeram e não reconheceram a Cristo, ao passo que Herodes pelo menos procurou destruí-lo, mostrando, assim, que cria nas profecias de que ele viria para ser rei.
  7. Porém, a despeito da crença de Herodes, ele não compreendia quem era Jesus, e que não poderia destruí-lo por mais que tentasse. Ele fez o que fez dominado pelo diabo e morreu como morreu.
  8. Às vezes parece que não compreendemos nada também sobre o Deus em quem cremos e a quem dizemos servir.
    1. Ele é o Senhor e dono, Criador de todas as coisas, mas relutamos em nos submeter a Ele, queremos reter sob nosso controle os nossos sonhos, bens, conquistas, “direitos”.
    2. Ele é o Senhor Todo – Poderoso, Onisciente, Onipresente e Onipotente, que disse que seus filhos não precisam andar ansiosos de coisa alguma, que podem lançar sobre Ele todas as ansiedades, pois Ele se importa com as suas situações e circunstâncias. Mas quem disse que fazemos isso?
    3. Ele é o Deus que requer obediência. Mas não O obedecemos – pelo menos como deveríamos.
    4. Ele é o Deus que em Jesus trouxe muitas lições para assimilarmos e praticarmos. Mas às vezes parece que nos achamos no direito de escolher algumas dessas lições e outras não.
  9. Aplicação:
II. Obras – A Fé Precisa Ser Dinâmica

  1. Herodes creu, e agiu porque creu, ainda que sua atitude tenha sido de completa rebelião contra Deus.
  2. Sua fé, seu tipo de fé não o levou ao céu, mas ele agiu por causa da fé.
  3. E nós, que temos a fé correta, cremos de maneira certa, muitas vezes não agimos.
  4. Mas a fé cristã chama à ação.
  5. A fé cristã é uma maneira de viver e não um sistema trivial de especulação filosófica.
  6. A Bíblia inteira nos convida à ação.
    1. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, nos despirmos da confiança em nossos méritos pessoais diante de Deus.
    2. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, sermos mansos.
    3. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, sermos misericordiosos.
    4. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, sermos testemunhas, proclamadores do Evangelho.
    5. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, buscarmos a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor,
    6. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, estender as mãos, se podemos, aos que carecem de nossa ajuda.
    7. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, perdoar-nos mutuamente.
    8. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, permanecer em Jesus.
    9. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, andar em espírito para não satisfazer os desejos pecaminosos da carne.
    10. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, deixar todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e a correr com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, somente para Jesus.
    11. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, nos apresentarmos diante de Deus como um sacrifício vivo, santo e agradável a Ele.
    12. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, deixar que sejamos renovados em nosso interior, transformados.
    13. Somos conclamados pela Bíblia a, pela fé, renunciar a tudo o que for preciso por Cristo.
  7. Enfim, seria difícil esgotar a lista. A fé precisa ser dinâmica, ela precisa operar em nós um despojamento de nossos interesses puramente pessoais, permitindo-os somente até onde eles glorificam a Deus.
  8. Os Sacerdotes e Escribas não agiram. Eles conheciam as Escrituras, interpretaram-na corretamente, mas não agiram, não foram saudar e receber o Messias.
  9. Repetindo apenas algumas frases da nossa introdução:
    1. a. Fé inoperante é tão inútil quanto palavras vãs. (J. Blanchard)
    2. b. É só a fé que justifica, mas a fé que justifica não está só. (João Calvino)
    3. c. Quem não vive de acordo com o que professa crer, não crê. (Thomas Fuller)
    4. A fé salvadora tem uma qualidade que a distingue: é uma fé que produz obediência e motiva um estilo de vida. (Billy Graham)
10. A Fé que não é Dinâmica é Morta.
11. Jesus disse: “Pelos frutos os conhecereis”
12. A verdadeira fé produz frutos.
13. A fé que não produz frutos é morta em si mesma. Tiago diz isso em 2.17, e depois, em 2.26, ele compara as obras com o espírito da fé, e, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também é a fé sem as obras.
14. Paulo, escrevendo aos Efésios, nos ensina que a salvação é pela fé e não pelas obras, mas que as obras foram preparadas por Deus para que os da fé andassem nelas.
15. Repetindo a frase de Calvino: “É só a fé que justifica, mas a fé que justifica não está só”
16. Aplicação: Você crê, de fato, em Deus?
Conclusão
  1. Compreensão e dinamismo
  2. São coisas que acompanham a fé
  3. Vamos procurar, portanto, compreender quem é aquele em quem nós cremos, o Seu poder, o que Ele espera de nós…
Autor: Walmir Vigo Gonçalves

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O evangelho da cruz e a teologia da prosperidade

A chamada “Teologia da Prosperidade”, propagada hoje no Brasil por alguns segmentos evangélicos, tem enfatizado que seguir a Jesus é automaticamente candidatar-se a a uma vida de sucesso financeiro, de projeção social e quase imunidade a qualquer tipo de sofrimento. Na verdade, até mais do que isto, segundo tal proposta, todo cristão tem o direito de reivindicar e até exigir de Deus a satisfação de seus desejos pessoais. Esta mensagem pode ser resumida nas seguintes palavras:
A “teologia da prosperidade” está trazendo o celeste porvir para o terrestre presente. Para comermos a melhor comida, para vestirmos as melhores roupas, para dirigirmos os melhores carros, para termos o melhor de todas as coisas, para adquirirmos muitas riquezas, para não adoecermos nunca, para não sofrermos qualquer acidente, para morrermos entre 70 e 80 anos, para experimentarmos uma morte suave. Basta crermos no coração e decretarmos em voz alta a posse de tudo isso. Basta usar o nome de Jesus com a mesma liberdade com que usamos nosso talão de cheques”.2
Tais aspectos suscitam uma inevitável questão: que lugar existe para a mensagem da cruz neste modelo de cristianismo? Ou ainda, diante dos relatos que serão apresentados, a seguir, se poderia perguntar: será que estes mártires do cristianismo primitivo, caso vivessem em nossos dias, seriam aceitos como membros destas grejas que abraçaram o ensinamento deste modelo de teologia? Deixemos, então, que os próprios relatos da história nos fale.
No primeiro século de sua existência, a igreja neotestamentária se encontrava instalada nas dimensões do império romano. Devido a profissão de fé que os cristãos faziam em Jesus Cristo, e às reivindicações do evangelho libertador por eles pregado àquele mundo fundado num sistema de de abuso de poder e opressão, os conflitos com o Império foram invevitáveis.
O primeiro imperador a iniciar uma ostensiva perseguição ao cristianismo foi Nero (54-68). Após o incêndio na cidade de Roma, no ano 64, a mando do próprio imperador, quando dez dos quatorze bairros foram destruídos, os cristãos passaram a ser acusados como culpados por tal episódio, sofrendo por isso atroz perseguição. Tácito, historiador antigo, descreve as atitudes tomadas:
Além de matá-los (aos cristãos) fê-los servir de diversão para o público. Vestiu-os em peles de animais para que os cachorros os matassem a dentadas. Outros foram crucificados. E a outros acendeu-lhes fogo ao cair da noite para que a iluminassem. Nero fez que se abrissem seus jardins para esta exibição, e no circo3 ele mesmo ofereceu um espetáculo pois se misturava com as multidões disfarçado de condutor de carruagem.4
Dados históricos e informações preservadas pela tradição antiga referentes ao que ocorrera com os apóstolos e outros importantes líderes do cristianismo em seus primórdios, também nos ajudam a entender que o compromisso com o caminho da cruz foi levado até as últimas conseqüências. Muitos foram submetidos ao martírio por causa do evangelho de Cristo. Vejamos primeiramente alguns exemplos envolvendo aqueles que fizeram parte dos doze discípulos chamados por Jesus ( Marcos 3:13-19).
André: após a morte e ressurreição de Jesus, foi pregar o evangelho na região do Mar Negro (hoje parte da Rússia); depois, segundo a tradição, pregou na Grécia, em Acaia, onde foi martirizado numa cruz em forma de “X”. Daí, este instrumento de tortura ter ficado conhecido como “cruz de Santo André”5.
Bartolomeu: pregou inicialmente na Arábia, depois Etiópia, e por fim, ao lado de Tomé, atuou como missionário na Índia, onde foi martirizado.6
Filipe: atribui-se a este apóstolo a fundação da igreja de Bizâncio, cidade mais tarde conhecida como Constantinopla. Posteriormente, pregou o evangelho na Ásia Menor, na região de Hierápolis, onde convertera-se a mulher de um cônsul romano pela sua pregação. O cônsul, então furioso por este episódio, mandou prender a Filipe e matá-lo de forma cruel7.
Para o lugar de Judas Iscariotes, que suicidou-se, a igreja primitiva escolheu Matias como seu substituto (Atos 1:21-26). Segundo a tradição, Matias se tornou missionário na Síria, onde acabou sendo queimado numa fogueira por causa do evangelho8.
Judas Tadeu: segundo a tradição, pregou na Pérsia, onde também foi martirizado.9
Mateus: desenvolveu grande parte de seu ministério pastoreando a igreja de Antioquia, onde também escreveu o seu evangelho. Dirigiu-se posteriormente para a Etiópia, onde veio a ser martirizado por causa da pregação.10
Pedro: depois de exercer importante liderança na igreja de Jerusalém, este apóstolo transferiu-se para a cidade de Roma, capital do Império. No ano 67, durante perseguição imposta por Nero, Pedro foi preso e condenado a morrer crucificado. Relatos do segundo século afirmam que o apóstolo, antes de sua execução, disse que não era digno de morrer como morrera Jesus, o seu Senhor, e pediu para que fosse crucificado de cabeça para baixo, e assim ocorreu.11
Paulo: considerado um apóstolo “nascido fora de tempo” (I Cor. 15:8), tornara-se o grande líder da igreja entre os gentios e propagador da “mensagem da cruz” (I Cor. 1:18-23). Uma carta de Clemente de Roma, no segundo século, testifica o que ocorrera com este apóstolo:
Paulo esteve preso 7 vezes; foi chicoteado, apedrejado; pregou tanto no Oriente quanto no Ocidente, deixando atrás de si a gloriosa fama de sua fé; e assim, tendo ensinado justiça ao mundo inteiro, e tendo para esse fim viajado até os mais longínquos confins do Ocidente, sofreu por fim o martírio por ordens dos governadores, e partiu deste mundo para ir ocupar o seu santo lugar.12
No ano 67, quando da perseguição movida por Nero, Paulo foi preso e levado a Roma, onde recebera o martírio. Pelo fato de possuir cidadania romana, este apóstolo não poderia ser crucificado (algo por demais humilhante para o cidadão romano) e por isso deram-lhe como sentença a decapitação (morte instantânea). A tradição conservou de forma reverente o lugar da execução deste apóstolo, juntamente com Pedro: “Desde a mais alta antiguidade, a igreja romana celebrou juntos os martírios de Pedro e de Paulo no dia 29 de junho”.13
Simão Zelote: desenvolveu seu ministério de evangelização na Pérsia, onde o culto ao deus Mithras (deus Sol) estava extremamente desenvolvido. Devido a conflitos com seguidores de Mithras, acabou sendo morto por se negar a oferecer sacrifício a esta divindade14.
Tiago (Filho de Alfeu): pregou o evangelho na Síria. Segundo o historiador antigo Flávio Josefo15, foi linchado e apedrejado até a morte16.
Tiago (filho de Zebedeu): segundo tradições antigas, citadas por Justo Gonzalez, este apóstolo desenvolveu um trabalho missionário na Espanha, pregando na região da Galícia e Zaragoza. “Seu êxito não foi notável, pois os naturais desses lugares se negaram a aceitar o evangelho”17. Ao regressar para Jerusalém, percorreu o caminho que deu origem ao lugar hoje conhecido como “Caminho de San Tiago de Compostela”18, na Espanha. Em Jerusalém, veio a ser preso, sendo em seguida, decapitado por ordem de Herodes Agripa, no ano 44 (Atos 12:1,2).
Tomé: segundo a tradição, desenvolveu sua atividade missionária inicialmente na Índia19. Dali, dirigiu-se para o Egito20, onde realizou importante trabalho entre os habitantes de língua copta, ministério este que deu origem à comunidade até hoje lá existente. A Igreja Cristã Copta, como é conhecida, está separada do catolicismo romano desde o IV século, tendo patriarcas em sua liderança.
João: este é, reconhecidamente pela tradição e pelos depoimentos do cristianismo antigo, o último apóstolo a morrer. Morreu na velhice, por volta do ano 100, na cidade de Éfeso, onde morava com sua família21. Este apóstolo desenvolveu o seu ministério na Ásia Menor onde foi preso nos anos 90, na época da intensa perseguição imposta pelo imperador Domiciano ao cristianismo, quando acabou deportado à ilha de Patmos22, no Mar Egeu, vindo a receber ali a revelação do Apocalipse, por volta do ano 96. Sendo solto posteriormente, permaneceu em Éfeso ensinando até ao final da sua vida23.
Além dos apóstolos, outros importantes líderes do cristianismo primitivo também deram a sua vida pela causa do evangelho. É o caso, por exemplo, de Tiago “o irmão do Senhor”, que exerceu importante liderança na igreja de Jerusalém. O historiador Flávio Josefo, que descreveu o sítio desta cidade pelo exército do general Tito, no ano 70, atribui a destruição de Jerusalém a um “juízo de Deus sobre os judeus pelo fato de terem assassinado a Tiago, o Justo.”24 Também o historiador da igreja, Eusébio, cita um escritor do segundo século, chamado Hegesipo, que descreve a morte de Tiago. Afirma este autor, que tinha se levantado um conflito entre os judeus convertidos e os descrentes a respeito de Jesus ser ou não o Messias, e pediram a Tiago que resolvesse a questão. “Os escribas e fariseus” – diz Hegesipo – “Colocaram Tiago de um lado do templo e exclamaram, dirigindo-se a ele: visto que o povo é levado em erro a seguir a Jesus que foi crucificado, declara-nos qual é a porta pela qual se chega a Jesus, o crucificado?”. Ao que ele respondeu em alta voz: “O Filho do Homem está agora assentado nos céus, à mão direita do grande poder e está para vir nas nuvens do céu”. E como muitos se gloriaram no testemunho de Tiago, estes mesmos sacerdotes e fariseus tomaram a decisão de levá-lo à parte alta do templo e de lá o lançaram abaixo, “passando em seguida a apedrejá-lo, visto não ter morrido logo que caiu no chão, enquanto, ajoelhando-se pedia o perdão de Deus aos seus agressores”. Deste modo ele sofreu o martírio25.
Também Timóteo, discípulo de Paulo, segundo testemunho de Nicéfero, no segundo século, “foi martirizado durante o reinado de Domiciano, no ano 96 a.D., em Éfeso, cidade onde morava quando o apóstolo lhe escreveu as duas cartas”26
Até ao terceiro século da era cristã a cruz realmente pautou a atuação da igreja. E é prova evidente disto o fato de tal período ter ficado conhecido como a “era dos mártires”. O historiador Justo Gonzalez descreve com precisão ainda outros fatos deste período, como por exemplo, o testemunho de fé demonstrado por Inácio de Antioquia. Discípulo do apóstolo João, viveu no período de 60 a 117 d.C. Tornou-se célebre pela fidelidade a Cristo em meio às perseguições que sofrera e às cadeias que enfrentou devido à fé que professava. Sendo levado a Roma, em algumas paradas obrigatórias, não se esquecia de escrever às igrejas que o recebiam ou lhe enviavam saudações. Pelo testemunho vivo de Jesus Cristo, Inácio está disposto a enfrentar a morte. E, a caminho do martírio, proferiu as seguintes palavras:
“Não quero apenas ser chamado de cristão, quero também me comportar como tal. Meu amor está crucificado. Não me agrada mais a comida corruptível… mas quero o plano de Deus que é a carne de Jesus Cristo… e seu sangue quero beber, que é bebida imperecível. Porque quando eu sofrer, serei livre em Jesus Cristo, e com ele ressuscitarei em liberdade. Sou trigo de Deus, e os dentes das feras hão de me moer, para que possa ser oferecido como pão limpo de Cristo”. 27
Não é diferente o exemplo de fé de Policarpo de Esmirna, o qual, diante da insistência das autoridades para que jurasse pelo imperador e maldissesse a Cristo, recebendo em troca disto a liberdade, respondeu: “vivi oitenta e seis anos servindo-lhe, e nenhum mal me fez, como poderia eu maldizer ao meu rei, que me salvou?” E estando atado já em meio à fogueira, Policarpo elevou os olhos ao céu e orou em voz alta:
Senhor Deus Soberano… dou-te graças, porque me consideraste digno deste momento, para que, junto a teus mártires, eu possa ser parte no cálice de Cristo. Por isso te bendigo e a te glorifico. Amém.28
As experiências de Inácio e Policarpo retratam bem a disposição dos cristãos de tal período em dar testemunho de sua fé em obediência a Jesus Cristo, até às últimas conseqüências. Para a igreja deste período, a ressurreição foi, sem dúvida, o impulso maior à perseverança e à fidelidade ao caminho da Cruz. Ao falar sobre martírios de cristãos, o teólogo Jürgen Moltmann afirma que
É Cristo que sofre através dos seus discípulos mártires, pois na Paixão apostólica pelo evangelho e pela nova criação está presente o próprio Cristo. Por isso os sofrimentos apostólicos, como perseguição, prisão, pobreza e fome, são também sofrimentos de Cristo e, como tais, dores de parto da nova criação. Paulo diz isto em 2 Cor.4:10 levando sempre no corpo o morrer de Jesus para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Nestes sofrimentos do caminho da cruz, o mundo presente perece e nasce o novo mundo de Deus.29
Em nossos dias, a “palavra da cruz” parece continuar sendo “loucura” (1Cor.1:18) para alguns segmentos cristãos. Mas certamente a cruz, por mais paradoxal que possa parecer, continuará carregando em seu significado o mistério e o segredo da vida. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a achará.” (Mc. 8:34,35)
Autor: Wander de Lara Proença
Doutor em História pela UNESP – SP; professor de História e Teologia da Faculdade Teológica Sul Americana, em Londrina; pastor presbiteriano; autor do livro “Cruz e Ressurreição”.
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(Leia mais sobre o assunto no livro “Cruz e Ressurreição”, do mesmo autor)
2Depoimentos de líderes evangélicos no Brasil adeptos da Teologia da Prosperidade. Cf. Revista Ultimato, série Cadernos Especiais, Mar/1994. p.5
3 O Coliseu Romano, local em que os cristãos eram martirizados, consistia num grande anfiteatro a céu aberto, com capacidade para 25 mil expectadores. Na parte subterrânea do mesmo, ficavam as jaulas com os leões famintos, os quais eram conduzidos por galerias até ao palco onde ocorriam as atrocidades.
4 Tácito, Anais 15:44; Cf. GONZALEZ, Justo. A Era dos Mártires. p. 56
5 Conciso Dicionário Bíblico. Rio de Janeiro: JUERP, 1985. p. 11. Bíblia de Estudo Alfalit. Rio de Janeiro: Vida, 1996. p. 44
6 Panteno de Alexandria, diz ter ido à Índia, no ano 190, e ter encontrado cristãos morando lá, os quais atribuíam a Bartolomeu e Tomé a origem do evangelho naquela região. Cf. ALMEIDA, J. Thomaz. As marcas de Cristo na História dos Homens. São Paulo: Hierograf, 1989. p.12
7 GONZALEZ, Justo. A Era dos mártires. São Paulo: Vida Nova,1986 p.42. Documentário em Vídeo: A Perseguição e o Triunfo da Igreja Primitiva – de Cristo a Constantino. (Parte I.). Prod: Gateway Films em Associação com Christian History Institute e Eo Television. São Paulo: REBORN – Distribuidora de Vídeo LTDA, 1990; Bíblia de Estudo Alfalit. Rio de Janeiro: Vida, 1996. p. 44
8 Cf. Documentário em Vídeo: A Perseguição e o Triunfo da Igreja Primitiva – de Cristo a Constantino. (Parte I.). Prod: Gateway Films em Associação com Christian History Institute e Eo Television. São Paulo: REBORN – Distribuidora de Vídeo LTDA, 1990
9 Bíblia de Estudo Alfalit. Rio de Janeiro: Vida, 1996. p. 44
10 Bíblia de Estudo Alfalit. Rio de Janeiro: Vida, 1996. p. 44
11 I Clemente, 5.6; Inácio, Rom. 4.3; Irineu, Contra as Heresias, 3.1.1; Eusébio, História Eclesiástica, 2.25-5-7. Cf. WALKER, W. História da Igreja Vol. 1. Rio de Janeiro: Juerp, 1985. p. 54
12 Cf. ANGLIN, W.; KNIGHT, A. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Casa Editora Evangélica, 1947. p. 13
13 COMBLIN, José. Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo. Petrópolis: Vozes, 1993.p.169,170. Também Pablo Richard afirma:” É seguro que Paulo e Pedro morreram mártires em Roma no tempo de Nero.” A origem do Cristianismo em Roma”. In: Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana. Petrópolis:Vozes,1998. p.146.
14 Cf. Documentário em Vídeo: A Perseguição e o Triunfo da Igreja Primitiva – de Cristo a Constantino. (Parte I.). Prod: Gateway Films em Associação com Christian History Institute e Eo Television. São Paulo: REBORN – Distribuidora de Vídeo LTDA, 1990.
15 Josefo, filho de um sacerdote judeu, nascido no ano 37, na Palestina, foi um dos líderes da revolta judaica contra Roma, no ano 66 d.C. Ao ser capturado pelos romanos e levado para a capital do Império, recebeu o nome de Flávio, vindo a se tornar um historiador da corte. Em seus escritos sobre a história dos judeus, faz importantes menções sobre a morte de Jesus, bem como de alguns dos apóstolos.
16 Cf. Documentário em Vídeo: A Perseguição e o Triunfo da Igreja Primitiva – de Cristo a Constantino. (Parte I.). Prod: Gateway Films em Associação com Christian History Institute e Eo Television. São Paulo: REBORN – Distribuidora de Vídeo LTDA, 1990
17 GONZALEZ, Justo. A Era dos Mártires. p. 43
18 Ainda hoje, místicos e peregrinos tentam refazer este caminho que fora percorrido pelo apóstolo, o qual tem, ao todo, uma extensão de aproximadamente 800 Km.
19 ALMEIDA, J. Thomaz. As Marcas de Cristo na História dos Homens. p. 12; GONZALEZ, Justo. A Era dos Mártires. p. 44
20 Em 1945, alguns lavradores escavaram, num velho cemitério de Nag Hammadi, no Egito, alguns potes de barro com manuscritos em caracteres coptas. Parte desses papiros encadernados em couro, foi usado pelos colonos para acender fogo; parte foi vendida e veio parar no museu copta do Cairo, onde esses manuscritos foram guardados durante 11 anos, sem que ninguém lhes desse maior importância. Mais tarde, alguns peritos examinaram cientificamente esses documentos, e verificaram que, além de outros manuscritos, esses papiros continham o Evangelho do Apóstolo Tomé, isto é, cópias do original que remontam ao século II da era cristã. Cf. ROHDEN, Humberto. O Quinto Evangelho: A Mensagem do Cristo Segundo Tomé. São Paulo: Martin Claret, 1997. p. 7
21 Cf. O Novo Dicionário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1990. Vol. II. p. 831. BROWN, Raymond E. As Igrejas dos Apóstolos. São Paulo: Paulinas, 1986. p. 13
22 GONZALEZ, Justo . A Era dos Mártires. p. 60
23 Uma tradição antiga afirma que antes de ser desterrado na ilha de Patmos, João fora levado como prisioneiro à cidade de Roma, onde foi condenado a morrer numa caldeira de azeite fervente, e que após ter sido imerso por três vezes nesta caldeira, absolutamente nada lhe aconteceu. Impressionadas com o fenômeno, as autoridades acharam por bem deportá-lo àquela ilha-prisão. Justo Gonzalez registra parte desta tradição, afirmando ser difícil delimitar onde termina o fato histórico e iniciam-se as imaginações lendárias. Cf. A Era dos Mártires. p. 41. Ver também Documentário em Vídeo: A Perseguição e o Triunfo da Igreja Primitiva – de Cristo a Constantino. (Parte I.). Prod: Gateway Films em Associação com Christian History Institute e Eo Television. São Paulo: REBORN – Distribuidora de Vídeo LTDA, 1990.
24 ANGLIN; KNIGHT, op. cit., p. 11
25 ANGLIN; KNIGHT, op. cit., p. 11,12
26 ANGLIN; KNIGHT, op. cit., p. 15
27GONZALEZ, Ibid. p. 66
28Ibid, p.72
29MOLTMANN, J. O Caminho de Jesus Cristo. Petrópolis: Vozes, 1993. p. 216.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Denúncia: evento LGBT em Brasília defende que crianças mexam sexualmente em outras do mesmo sexo

Denúncia: evento LGBT em Brasília defende que crianças mexam sexualmente em outras do mesmo sexo

Por Paulo Teixeira em 18 de junho de 2012
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Denúncia: evento LGBT em Brasília defende que crianças mexam sexualmente em outras do mesmo sexo
No dia 15 de maio deste ano foi realizado em Brasília o 9º Seminário LGBT.
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O encontro proposto pelo deputado Jean Wyllys (PSOL) teve a temática voltada a ‘crianças gays’ (vê se pode!) sob o tema “todas as infâncias são esperança” e foi realizado na Comissão de Direitos Humanos e de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.
Além de discursos veementes pela volta do kit gay do MEC, proposto na época em que Fernando Haddad era Ministro (atual candidato do PT à prefeitura de SP), uma outra proposta enfocou que crianças sejam livres para conhecer sexualmente o corpo das outras, menina com menina, assim como menino com menino.
Deixem a crianças brincarem em paz. Isto as tornará adolescentes e adultos mais inteligentes e potencialmente mais perspicazes e no enfrentamento e na transformação do mundo que lhes deixamos como herança“, disse uma debatedora. Para ela, este tipo de ‘brincadeira’ não levará as crianças a serem homossexuais ou lésbicas.
Que loucura ‘científica’ e ‘sociológica’ é essa?
Deixar crianças do mesmo sexo ‘brincarem em paz‘, estimulando o órgão genital uma das outras, torná-lhes-á futuramente mais inteligentes?
O objetivo é tentar mostrar que os adultos homossexuais são mais inteligentes, uma raça superior, pois tiveram liberdade desde a infância e nunca foram reprimidos, com isto são mais livres para pensar e olhar o mundo de forma mais humana ?
É evidente que este tipo de discurso não se cerca de alicerce científico, nem mesmo fundamenta-se em aceitável estudo do comportamento social, mas trata-se de uma implícita mensagem subliminar, cujo fim é mostrar às crianças, com materiais como o kit gay, que somente serão inteligentes, no futuro, aquelas que desde cedo começarem a ter uma relação homossexual. Um verdadeiro ataque à inocência infantil.
Outras aberrações foram ditas no encontro (link do vídeo no fim deste artigo).
O deputado e ex-BBB Jean Wyllys aproveitou para alfinetar pastores e psicólogos cristãos. Ao referi-se aqueles que foram buscar ajuda por ‘estarem dentro do armário’, disse que estes caíram nas mãos de ‘psicólogos charlatães e pastores curandeiros’.
Em outro momento, o ex-BBB manifesta indignação quanto aos fundamentos bíblicos. Para ele, aqueles que se apegam à Bíblia, ao pé da letra, são fundamentalistas religiosos.
O que dizer então do texto abaixo?
“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Co 6.9-10, versão NVI)
Pelo lógica do deputado, todo cristão que interpreta o texto citado, ipsis litteris, é um fundamentalista religioso. Logo, são extremistas religiosos.
Um outro ativista, ao comentar sobre pedofilia, citou que mais de 70% dos pedófilos são pessoas ligadas à família da criança abusada. Os outros 30%, segundo ele, talvez seja formado por pastores e padres.
Se alguém imagina que as ações homossexualistas propostas pelos ativistas gays, Brasil afora, são finitas, engana-se. As ações são nos três entes federativos – União, estados e municípios - e conta com apoio de grandes órgãos da imprensa, como também de diversos políticos.
Em São Paulo, por exemplo, os ativistas gays do PT exigem que Fernando Haddad (ex-ministro do MEC), candidato à prefeitura de São Paulo, adote o kit gay para crianças do ensino básico, como também a contratação de professores travestis. Para Haddad, caso vença as eleições, a exigência dos ativistas, em relação ao kit gay municipal, não será difícil de ser implementada, pois poderá aproveitar o ‘cacife’ adquirido durante a confecção do kit gay do MEC.
Quando assisti o vídeo fiquei pasmado, aterrorizado.
Nossas crianças precisam de ajuda e de apoio.
O que se espera agora é que a sociedade brasileira reaja a essa nefasta tentativa de atingir as crianças brasileiras, em particular aquelas que dependem do ensino público, foco dos materiais ‘didáticos’.

fonte: gospel+

INCOERÊNCIA e VERGONHA. Assembleia de Deus lançará manifesto público contra o ‘casamento gay’, mas … seus líderes vão apoiar candidato a Prefeito de SP que apoia a legalização

casamento gay
INCOERÊNCIA e VERGONHA. Assembleia de Deus lançará manifesto público contra o ‘casamento gay’, mas … seus líderes vão apoiar candidato a Prefeito de SP que apoia a legalização




Exatamente às 16h de hoje (09/jun), por sugestão do Presidente da CGADB – Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, Pr. José Wellington Bezerra da Costa, transformada em proposta pelo Pr. Sóstenes Cavalcanti da CEADER, foi aprovado por unanimidade, a elaboração em caráter de URGÊNCIA, o posicionamento oficial das Assembleias de Deus no Brasil, contra a legalização do ‘casamento’ entre pessoas do mesmo sexo.
Tal posicionamento deverá ser encaminhado às principais autoridades da nação, congresso nacional, bem como deverá ser publicado em nosso veículo oficial de comunicação, o Mensageiro da Paz, e nos principais órgãos de imprensa da nação.
Aprovado por unanimidade!
Fonte: Point Rhema
COMENTÁRIO:
A posição adotada pela liderança da maior denominação evangélica do Brasil, a Assembleia de Deus, apesar de atrasada, é louvável, mas ainda assim necessista ser mais abrangente.
Além de posicionar-se contra a legalização do ‘casamento gay’, a CGADB deveria também exigir dos candidatos aos cargos nos legislativos e executivos, a serem apoiados pela Convenção, uma posição clara em relação a questão.
Incoerência
Enquanto a totalidade da liderança da Assembleia de Deus manifestou-se contra o ‘casamento’, uma parte dessa mesma liderança vai apoiar para Prefeito de São Paulo o candidato José Serra (PSDB) que é favorável não só ao ‘casamento gay’ como também a adoção de crianças por ‘casais gays’.
De acordo com o núcleo gay do PSDB, denominado ‘diversidade tucana‘, Serra teve grande participação para o avanço da agenda gay em São Paulo. Abaixo alguns tópicos extraídos do site do grupo:
  • No município de São Paulo, José Serra, homem de visão, instituiu o primeiro órgão de administração pública brasileira voltado à diversidade sexual. Em seu segundo mês de governo frente à prefeitura de São Paulo, em 2005, criou a Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual.
  • Ainda em 2005, Serra decretou a criação do Conselho Municipal em Atenção à Diversidade Sexual, espaço de interlocução entre o poder público e a sociedade civil, bem como o Centro de Referência e Combate à Homofobia.
  • Como governador, Serra criou a Coordenação de Políticas Públicas para a Diversidade Sexual, no âmbito da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania; instituiu o Comitê Intersecretarial de Defesa da Diversidade Sexual e o Conselho Estadual de Defesa da Diversidade Sexual e realizou a I Conferencia Estadual LGBT de São Paulo.
  • Em relação às garantias legais para a população LGBT, Serra regulamentou a Lei 10.948, e publicou decreto acerta do uso do nome social na administração pública. Para travestis e transexuais, Serra criou o Ambulatória de Saúde Integral.
  • Em 2007, Serra foi revolucionário ao reformular o Sistema Previdenciário do Estado de São Paulo, instituindo o direito à pensão ao(à) parceiro(a) e fundou o Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito, no âmbito de Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
Serra foi chamado recentemente de “amigo da Assembleia de Deus” pelo deputado federal Paulo Freire (PR/SP), filho do pastor José Wellington Bezerra da Costa.
Em um outro evento pró-Serra, a vereadora Marta Costa (PSD) – também filha do pastor José WelliNgton Bezerra da Costa, disse: “eu louvo a Deus por este momento. Eu louvo a Deus por ser o Serra. Ele é um estadista. Não está aqui por um trampolim político”.
Dois pesos e duas medidas. E enquanto diz-se ser contra o ‘casamento gay’, apoia-se quem o defende (e um pouco mais).
Um total contrassenso. Lamentável!


Serra e Kassab na parada gay de SP, em 2010

Serra na Assembleia de Deus do Belenzinho (SP), em 2010

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Video no DF

Aqui em São Sebastião - DF                                                                                                   http://www.youtube.com/watch?v=qvi6kpwp3Q4&feature=context-gau