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terça-feira, 19 de junho de 2012

Menino de 11 anos é ordenado pastor e ministra cultos em igreja


Em uma igreja localizada no sudeste de Washington, alguns dos cultos para adolescentes são liderados por um pastor muito jovem. Ezekiel Stoddard foi ordenado pastor na igreja Pentecostal onde sua mãe e padrasto são pastores e, aos 11 anos, vestido com um terno e com sua Bíblia nas mãos fala para adolescentes, vestidos com camisetas em uma reunião da igreja.
Em um sermão intitulado “Não tenha medo”, que foi acompanhado pela agência O Globo, o pastor mirim diz entender que jovens possam ser afligidos por perigos e dúvidas, mas que Deus vai tomar conta deles mesmo que eles O deixem.
A pregação do jovem pastor é intermeada por referências a passagens bíblicas e gritos de amém dos fiéis, entre os quais se destacam os de sua mãe, que da primeira fileira registra tudo em sua câmera filmadora.
Segundo a agência O Globo, Ezekiel faz parte de uma tradição centenária que se mantém ao redor do mundo, e mesmo com os países cada vez mais modernos e sofisticados, pastores mirins continuam a ser objeto de fascinação e debate. No caso de Ezekiel, sua ordenação ocorreu em um ato sancionado pelo estado de Maryland, no mês passado.
Para os céticos tais pregadores são mais motivados pela atenção que recebem e pelo empurrãozinho dos pais do que por Deus, eles questionam ainda se uma criança pode entender a mensagem divina ou os meandros de uma igreja.
Apesar da opinião dos céticos, muitos acreditam que Deus pode falar através de uma criança, como afirma o reverendo Al Sharpton, que começou a pregar quando tinha 4 anos. David Warren, que faz parte do coral que se apresentou na ordenação de Ezekiel na Igreja Plenitude do Tempo também questiona: “Deus pode usar qualquer um, por que não uma criança?”.
As pessoas que convivem com o jovem Ezekiel concordam com Warrem e afirmam que o pastor mirim é comprometido e maduro muito além de sua idade. Sua mãe, Adrienne Smith, que também é pastora afirma: “Ezekiel realmente estuda a Bíblia. Ele irá cruzar referências e irá fundo nas Escrituras”.
O pequeno pastor afirma que Deus falou com ele em um sonho quando tinha 8 anos, mas conta também os problemas que enfrenta por ingressar tão novo nesse ministério. “O mais difícil é quando eu falo (aos amigos sobre Jesus), alguns me deixam de lado e dizem ‘Você não anda mais com a gente’. Mas foi pra isso que Deus nos fez. Não somos cristãos para não vivenciar nada. Deus quer que passemos por tudo para nos fazer mais forte em Sua palavra”, relata.
Ele completa dizendo ainda que as críticas não vêm apenas de outras crianças, mas também de pessoas mais velhas. “Vários adultos me encaram como se eu fosse apenas uma piada – diz, sem soar incomodado. – Mas o que eles precisam saber é que, para mim, não é só sobre me tornar famoso e tudo mais. Para mim, é ministrar o Evangelho. Foi o que Deus me inspirou a fazer”, afirma o pastor mirim.

Fonte: http://www.diariogospel.com.br/menino-de-11-anos-e-ordenado-pastor-e-ministra-cultos-em-igreja/

Tags:
Igreja, Localizada, Sudeste, Washington, Cultos, Adolescentes, Liderados, Jovem, Ezekiel, Stoddard,

Pastor multado por orar por doente é absolvido, no Cazaquistão


Pastor multado por orar por doente é absolvido, no Cazaquistão

Um pastor do Cazaquistão, que havia recebido uma pesada multa, depois de orar pela cura de um enfermo que visitou sua igreja, foi absolvido da acusação

Yerzhan Ushanov, líder da Igreja Protestante Nova Vida, em Taraz, foi considerado culpado em 05 de setembro de 2011 por "causar graves danos à saúde por negligência". Ele foi condenado a pagar uma multa equivalente a 1.365 dólares americanos, uma soma enorme, para os padrões sociais do Cazaquistão.


O pastor recorreu da sentença e, em 24 de abril, o Supremo Tribunal o absolveu, alegando “a ausência de provas contra ele”.


O processo contra o pastor Ushanov, havia sido iniciado pelo Comitê de Segurança Nacional (KNB, ou a polícia secreta. Um oficial do KNB disse ter recebido uma denúncia da esposa de Aleksandr Kireev, o homem por quem o líder da igreja havia orado.


Na primeira audiência na justiça, alegou-se que o pastor tinha usado "métodos de influência psico-terapêutico e médico-psicológico, nas pessoas, com objetivos não-médicos, que poderiam causar danos à saúde psicológica dos indivíduos que foram atendidos por ele".


A acusação alegou que Kireev tinha sofrido dores de cabeça e lapsos de memória, tornou-se "inseguro de si mesmo", e tinha perdido oito quilos de peso.


Os psiquiatras que haviam sido contratados pela KNB para examinar Kireev, diagnosticaram que ele sofria de transtorno obsessivo-compulsivo, e afirmaram que isso era resultado direto da frequência dele na igreja do pastor Ushanov.


O pastor negou categoricamente as acusações e disse que o senhor Kireev “não sofreu nenhum dano” através de suas orações. Ele disse que a KNB vinha monitorando minunciosamente, ele e sua igreja, pelo menos desde 2009.


O caso do pastor Ushanov é semelhante ao de outro líder cristão da mesma região. Vissa Kim, pastor da Igreja Protestante Amor, Graça e Luz, foi multado em abril de 2010 por, supostamente, prejudicar a saúde de uma mulher, orando por ela. O Supremo Tribunal Federal, posteriormente, revogou a acusação e cancelou a multa.


Fonte: http://www.cpadnews.com.br/integra.php?s=12&i=13379

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domingo, 17 de junho de 2012

José Dirceu abre fogo contra os evangélicos


José Dirceu abre fogo contra os evangélicos

Em seu blog, ex-ministro defende aborto e “causa gay” 

Após o mal estar provocado pelas
declarações de Gilberto Carvalho, Secretário Geral da Presidência da República, no Fórum Social em Porto Alegre, criticando as igrejas evangélicas, agora quem ataca é José Dirceu, ex-ministro chefe da Casa Civil.
Em mensagem postada no seu blog pessoal, intitulada “O desserviço que o preconceito impõe à democracia”, o influente político criticou “setores” evangélicos, sem nomeá-los diretamente. Também defendeu o chamado “kit gay”, proposto pelo então ministro da Educação Fernando Haddad, agora candidato à Prefeitura de São Paulo.
Dirceu escreveu: “Não podemos ficar na defensiva e no recuo frente à violência e à chantagem de certos setores evangélicos que querem interditar o debate sobre esses temas no país e patrulhar todas as políticas públicas com relação às questões do aborto e da homossexualidade. Esses grupos buscam impor ao Estado brasileiro uma visão preconceituosa e repressiva. Os que dão guarida a esse comportamento violento que introduz em nossa sociedade o ovo da serpente do preconceito e do racismo prestam um desserviço à democracia e à convivência social”.
Chama atenção o uso dos termos “patrulhar”, “violência”, “chantagem”, “preconceituosa” e “repressiva”. Aparentemente, a aproximação da bancada evangélica, proposta pela presidente Dilma, não tem o apoio de todo o partido.
Mesmo oficialmente sem um cargo no governo, o deputado cassado e chamado de “mentor do mensalão”, José Dirceu exerce grande influência dentro do Partido dos Trabalhadores.
Em fevereiro, Dirceu defendeu enfaticamente em seu blog o movimento homossexual e o “direito da mulher decidir sobre seu corpo”, para falar sobre o aborto.
A ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) divulgou nota no dia seguinte, agradecendo a Dirceu “por sua firmeza contra a discriminação e preconceito com os homossexuais”.

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quinta-feira, 14 de junho de 2012

Guerra do Vietnã: 40 anos depois, menina da famosa foto conta como Deus mudou sua vida


Guerra do Vietnã: 40 anos depois, menina da famosa foto conta como Deus mudou sua vida
Phan Thin Kim Phuc mora no Canadá e é membro de uma igreja batista


Guerra do Vietnã: 40 anos depois, menina da famosa foto conta como Deus mudou sua vida
Phan Thin Kim Phuc é personagem de um dos registros fotográficos mais famosos do mundo. A foto foi tirada há quarenta anos, em um vilarejo no Vietnã, durante o bombardeio aéreo feito pelos Estados Unidos. Kim, a garota que aparece nua na foto, tornou-se símbolo da dor da guerra no Vietnã.

Kim conta que sua infância era feliz até o trágico dia em que seu vilarejo fora bombardeado simplesmente por estar na rota dos aviões que se dirigiam à capital do Vietnã do Norte. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau com o napalm (líquidos inflamáveis à base de gasolina em gel) lançado pelos aviões,. Mas, mesmo assim sobreviveu, após 14 meses internada e após passar por 17 cirurgias. “Napalm é a dor mais terrível que você pode imaginar”, contou Kim.

Mas, mesmo com as marcas em seu corpo Kim não deixou de sonhar, ela voltou a estudar com a intenção de se tornar médica, mas foi impedida pelo governo do Vietnã por ser um “Símbolo nacional de guerra”. Assim, ela teve que deixar a escola e voltar à sua província.

Durante anos, ela tentou se livrar das lembranças, mas o governo a usava para mostrar os fatos da guerra. “Centenas de entrevistas em todo o mundo se seguiram com a realeza, primeiros-ministros, presidentes, bem como papéis de filmes de propaganda”, conta Kim. “Por que eu? Por que isso aconteceu comigo?”, questionava a jovem. “Eu estava vivendo com raiva, com rancor, e eu via minha vida como um fardo. Eu odiava minha vida. Eu não queria mais viver”, revela.

Foi no meio de tantos questionamentos e dúvidas que Kim foi alcançada por Deus. Proibida de ir à escola, ela começou a frequentar uma biblioteca, onde encontrou uma Bíblia e começou a ler. “Eu não conseguia parar de ler”. Aos 19 anos, querendo conhecer mais sobre o Deus sobre o qual lia, Kim procurou uma igreja, onde ouviu o Evangelho pela primeira vez. Lá ela conheceu a Jesus e perguntou a Ele: “Você me perdoa?”. A partir desse dia a vida da jovem Kim mudou. Ela descobriu a fé, a esperança e começou a confiar em Deus.

Hoje, Kim é casada e mãe de dois filhos e atualmente ela mora no Canadá, onde é membro de uma igreja Batista. Há 15 anos, ela é embaixadora da Boa Vontade da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).



Fonte: Gospel +

quarta-feira, 13 de junho de 2012

'Partícula de Deus' está próxima de descoberta, dizem físicos

Robert Evans
Em Genebra

Atualizado em: 12/06/2012 - 17h14
Físicos que investigam a composição do universo anunciaram nesta terça-feira (12) que estão se aproximando do bóson de Higgs, misteriosa partícula que supostamente foi decisiva para transformar os detritos do Big Bang em estrelas, planetas e, finalmente, vida.
Os pesquisadores da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês) estão usando o Grande Colisor de Hádrons, maior acelerador de partículas do mundo, para tentar provar que o misterioso bóson de fato existe.
Vasculhando enormes volumes de dados, os físicos do Cern estão confiantes de estarem chegando mais perto do seu objetivo, segundo cientistas de fora do centro, mas com vínculos a duas equipes que trabalham na instalação suíça.
"Eles estão bem animados", disse um desses cientistas à Reuters, pedindo anonimato.
Fortes sinais do bóson estão sendo vistos no mesmo intervalo energético onde se achou no ano passado que a partícula tivesse sido detectada, acrescentaram os cientistas. A partícula é tão efêmera que só pode ser detectada pelos traços que deixa.
O Grande Colisor de Hádrons, estrutura subterrânea sob a fronteira franco-suíça, replica as condições do Big Bang, explosão primordial que teria dado origem ao universo.
O bóson deve seu nome ao britânico Peter Higgs, que fez em 1964 a primeira descrição detalhada dessa que seria a última peça faltante no chamado Modelo Padrão do funcionamento do universo.
Sua descoberta formal, quando referendada pela comunidade científica, quase certamente garantiria o Nobel a Higgs, que tem 83 anos e está aposentado. Pelo menos um físico europeu e um norte-americano também devem ser reconhecidos pelo Nobel.
Há expectativa de que um anúncio sobre a descoberta possa ser feito numa importante conferência em meados de julho na Austrália.
Isso depende, no entanto, de uma análise minuciosa de mais de 300 trilhões de colisões de prótons no LHC desde o começo do ano, e o Cern não confirmou se está mesmo perto de encerrar sua busca pelo bóson.
Pelo modelo teórico, o bóson de Higgs e o campo energético a ele associado foram responsáveis por conferir massa à matéria depois do Big Bang, 13,7 bilhões de anos atrás.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O emocionante testemunho de uma mãe da Eritréia

O emocionante testemunho de uma mãe da Eritréia

Em 2007, Portas Abertas recebeu uma resposta surpreendente de colaboradores na campanha de cartas para ‘Hadas’ após a prisão de seu esposo, Pastor Tesfatsion Hagos, na Eritreia. É com alegria que compartilhamos a história de Hadas (que será chamada por seu nome verdadeiro, Zípora), sua família e o que ocorreu em seguida

Em janeiro de 1998, o Pastor Tesfatsion Hagos deixou seu lar na Eritreia para uma viagem missionária de três meses. Seu coração estava pesaroso quando disse adeus às suas três filhas pequenas, mas ele e sua esposa, Zípora, tinham orado pela direção de Deus em suas vidas e obtiveram resposta. Ele deveria ir à Eritreia para fazer a obra de Deus imbuído da promessa de que muitas pessoas viriam a conhecer o Senhor sob sua orientação. Além disso, uma ausência de três meses não seria muito para Zípora cuidar sozinha das meninas enquanto seu marido estivesse fora. O casal acreditava que, em tudo, Deus havia traçado um caminho em suas vidas e por isso respondera-lhes a oração.
Enquanto dava adeus, o Pastor Tesfatsion não sabia que levaria mais 14 anos até que pudesse se reunir novamente à sua esposa e filhas, uma na idade de quatro anos, e a outra com um ano e três meses. E, que da próxima vez, eles se encontrariam do outro lado do mundo.
A relação entre as vizinhas Etiópia e Eritreia tem sido desgastada há décadas, com a Guerra Civil Etíope, a Guerra de Independência Eritreia e os conflitos sobre localização de fronteiras estando entre os agravos entre os dois países. No início de 1998, quando o Pastor Tesfatsion saiu para sua viagem missionária, havia poucos indícios de tensões vindouras. Até maio daquele ano, entretanto, toda a região entrou num impasse, com eritreus deportados da Etiópia e muitos etíopes expulsos da Eritreia, enquanto disputas armadas irromperam no vilarejo de Badme, na fronteira. Em meio à escalada, muitos expatriados de ambos os países ficaram presos no lado errado da luta e o Pastor Tesfatsion estava entre eles. Com Zípora tentando sem sucesso atravessar a fronteira da Etiópia, Tesfatsion fez a única coisa que poderia fazer: continuou a construir a igreja de Deus na Eritreia.
Em maio de 2004, Tesfatsion estava liderando uma grande congregação na Igreja Evangélica Rema, em Asmara, a despeito da repressão do governo sobre a Igreja Ortodoxa dois anos antes. Mas, no fim daquele mês, ele e outros líderes proeminentes e cristãos da igreja eritreia, foram presos. A prisão não foi um evento isolado; cristãos estavam enfrentando perseguição no país há vários anos e aqueles que haviam sido escolhidos ou forçados a permanecer em 2002, viviam sob constante perigo de prisão e assédio. Nos anos seguintes, mais de 15 cristãos conhecidos morreriam no sistema de prisão eritreu de tortura, por falta de cuidados médicos, de condições gerais nas prisões e por serem fuzilados enquanto tentavam fugir.
Mas, de volta à Etiópia em 2004, Zípora pouco podia fazer a não ser orar. Nos próximos seis anos, ela não saberia se seu esposo estava detido ou se estava vivo. Quando ela o rastreou pela primeira vez, com a ajuda de alguns policiais cristãos que trabalhavam para a ONU, Zípora conseguiu enviar uma foto e alguns pijamas com versículos bíblicos e um simples recado escrito à caneta: “Estamos ok, estamos bem, continue forte”, que foram escondidos no forro. Dentro da prisão, onde a comunicação com o mundo externo era proibida e os prisioneiros tinham apenas 15 minutos de banho de sol por dia, seu esposo encontrou mais tarde, alegremente, as palavras escondidas e as acrescentou às coisas que o ajudaram a enfrentar com coragem cada dia. Por vários anos, ele compartilhou o confinamento com outros pastores, passando com eles muitas horas de trevas, onde suportavam uns aos outros, oravam e até mesmo permitiam-se momentos de risadas, a despeito da situação desesperadora.
No mundo exterior, Zípora lutava para lidar com isso. Espiritualmente, ela confiava na mão de Deus em sua vida, mas algumas preocupações financeiras começaram a se acercar não muito depois de seu marido ter sido preso. Ela havia estado preocupada há vários anos sobre como iria arcar com a educação das meninas, mas foi “pela graça de Deus” que teve a visita “milagrosa” do obreiro de Portas Abertas, Irmão Baruti, em 2007.
“Ele disse: ‘Não posso ajudar o Pastor Tesfatsion, mas estou aqui para ajudar sua família. O que você precisa?’”, disse Zípora. “Ele me disse que Portas Abertas proveria os gastos com a escola. Foi assim que Deus me ajudou. Fiquei tão surpresa. Foi como se um anjo tivesse vindo à minha casa, exatamente assim!”.
As Cartas
Uma campanha de cartas naquele mesmo ano apresentou a história da família do Pastor Tesfatsion aos colaboradores de Portas Abertas, e Zípora e as meninas foram inundadas por cartões e cartas cheios de versículos bíblicos e mensagens de encorajamento. Foi uma lição, diz Zípora, de “quanto você pode amar Jesus”. A despeito do estresse e preocupação dos últimos nove anos, ela sentiu sua determinação fortalecida graças, em parte, à assistência financeira de Portas Abertas e orações de apoio de cada canto do globo terrestre.
“Eu recebi muitos cartões do mundo inteiro!”, disse ela ofegante, o deslumbramento ainda claro em sua voz após cinco anos. “Fiquei tão entusiasmada e feliz, digo toda hora ‘graças a Deus’, porque não estou só. Tenho tantas pessoas ao redor do mundo orando por mim e por minha família. ‘Sou uma sortuda...Deus, obrigada por isso’, toda hora”.
“As orações me ajudaram, me fortaleceram. Não sei como poderia ter sobrevivido àquela vida difícil, mas eu consegui e agora estou aqui. As orações dos cristãos me ajudaram muito. Muito obrigado. Deus os abençoe, eu digo!”.
Ainda que muitos de seus contemporâneos tenham permanecido presos, o Pastor Tesfatsion foi solto em 2010, porém em prisão domiciliar. Dentro de um ano, ele tinha sido contrabandeado para fora do país por colaboradores cristãos. Portas Abertas pôde ajudá-lo com acomodação e custos médicos. Zípora, enquanto isso, tinha sido financiada e recebeu um visto para se mudar com suas filhas para a Austrália, em 2009, iniciando rapidamente o processo de requerimento para seu esposo.
A despeito das dificuldades de reassentamento em um novo país, muito distante de seu lar africano, Zípora e as meninas continuaram a depender do Senhor, envolvendo-se com a comunidade etíope local e fazendo seu primeiro e precioso contato com o Pastor Tesfatsion, após mais de uma década separados, via Skype. Em 2011, Zípora enviou duas das meninas para o Quênia para se reunirem com um pai que elas mal conheciam e também tiveram um reencontro surpreendente com Portas Abertas.
Tendo perdido o contato com a história de Zípora quando ela saiu da Etiópia, Portas Abertas Austrália estava fazendo uma turnê com a cantora evangélica eritreia Helen Berhane, quando um de seus obreiros ficou curioso sobre as três jovens que entoavam cânticos com Helen e faziam traduções para ela durante as reuniões da igreja em Perth. Dada a grande comoção dos colaboradores de Portas Abertas pela campanha de cartas de 2007, não demorou muito para nosso obreiro descobrir quem eram as jovens bonitas e sua mãe! E foi assim que Portas Abertas Austrália estava novamente em contato com Zípora, ansiando por ouvir boas novas sobre a volta do Pastor Tesfatsion, em cuja igreja Helen tinha sido líder de louvor antes de enfrentar sua própria provação em uma prisão na Eritreia em 2004.
Felizmente, a espera não era para ser mais longa. Em 18 de janeiro de 2012, o Pastor Tesfatsion Hagos finalmente chegou em Perth para começar uma vida nova na Austrália. Pela primeira vez, desde maio de 1998, ele se reunia com sua família inteira: a esposa Zípora e as três jovens que ele deixara quando eram meninas. Três meses tinham se transformado em 14 anos, mas através de tudo isso, o pastor e sua esposa aprenderam e se lembraram de uma coisa muito importante.
“Oh, diz Zípora, dando um longo suspiro. “Que Deus é fiel, aprendi que Deus é fiel! Vi meu Deus em cada um dos meus passos. Eu O vi ajudar minhas filhas a crescer. É tão difícil quando se está só, mas eu vi Deus como Pai em minha casa. Ele manteve minhas meninas tão disciplinadas, tão tudo! Vi a mão do meu Deus me ajudando. Vi meu Deus me encorajar, ter paciência comigo... algumas vezes, quando meu coração desfalecia, Ele me encorajava. Vi a fidelidade do meu Deus. Agradeço a Deus por tudo o que vejo acontecer em minha vida”.
Como sequela do tempo na prisão, o Pastor Tesfatsion continua a ter problemas de saúde, particularmente com o seu único rim, mas Zípora, em seu jeito humilde, insiste: “ele está bem, todos estamos bem”. As meninas continuam a cantar, participando do louvor em uma igreja próxima. Feven, de 18 anos, conhecida pelos colaboradores como Azeb, começou seus estudos de medicina na universidade, enquanto Bruktawit (Sada), de 15 anos, espera seguir a carreira de contadora e a ‘bebê’ Lidiya (Miniya), agora com 14 anos, planeja ser médica. A própria Zípora fez um curso técnico e agora trabalha em um local de cuidados com idosos.
Na Eritreia, a igreja do Pastor Tesfatsion fechou há muito tempo e os cristãos se juntaram a muitos outros que cultuam clandestinamente. A Eritreia está na 11ª posição na Lista de Perseguição e um documento recente revelado pelo Wikileaks mostrou que o governo planeja eliminar completamente a liderança das igrejas evangélicas.
Caso a paz seja verdadeiramente alcançada na Eritreia, Zípora espera que ela e sua família possam um dia voltar para o lar na Etiópia, onde permanecem seus parentes e sua igreja. Mas, até então, o Pastor Tesfatsion (que já está tendo aulas de inglês e planeja frequentar um seminário bíblico) e sua família continuam a aceitar que o caminho de Deus é o seu caminho, não importa aonde os conduza.
“A Austrália é um bom país. Ainda assim, penso que Deus nos enviou para o seu propósito, sua obra. E continuamos a obra de Deus, essa é a nossa vida, esse é nosso sacrifício”, diz Zípora. “Oramos pedindo a direção de Deus e como continuar Sua obra na Austrália. Sim, precisamos esperar Deus abrir a porta. E se for a porta aberta de Deus, nós conseguimos!”.
Mensagem para outros que enfrentam perseguição
“Deus é fiel”, diz Zípora. “Seja paciente. Ore. Busque a face de Deus. Deus virá um dia! Nosso Deus é fiel. Eu vi meu Deus em tudo em minha vida. Deus é bom. Seja forte. Deus virá um dia e resolverá tudo. Tudo tem seu tempo. É um desafio. E, quando Deus chega em nossas vidas, toda a aflição termina”.
FontePortas Abertas
TraduçãoMarcelo Peixoto

Cristãos indianos perseveram na fé


Cristãos indianos perseveram na fé

O som de celebração reverberou pelos dois vilarejos até as montanhas de Kandhamal, no estado de Orissa, na Índia.

Era um dia frio de inverno, em dezembro passado, mas os cristãos estavam adorando com danças e canções em Oriya e Kui, línguas nativas tribais. Mulheres e crianças sorridentes balançavam folhas de árvores, mexendo-se ao som alto da batida do tambor. Sua alegria se derramava, enquanto eles se regozijavam por terem suas próprias casas novamente, construídas com a ajuda de Portas Abertas e, agora, sendo consagradas para a glória de Deus.
Mas, há apenas dois anos, os cristãos dos vilarejos de Badabanga e Bandabaju mal podiam articular seu desespero.
Localizadas no interior atingido de Kandhamal, as duas comunidades cristãs estavam desabrigadas desde que extremistas hindus irromperam em violência em agosto de 2008, matando 120 cristãos, destruindo centenas de igrejas e derrubando 6 mil casas na região. Cerca de 52 mil cristãos ficaram desalojados em Orissa.
Expulsos de seus vilarejos, os cristãos sobreviventes foram avisados que somente teriam permissão para voltar se renunciassem sua fé em Cristo. Então, escolheram permanecer fora de seus vilarejos, construindo abrigos para si com galhos, folhas de plástico rasgado ou tijolos de barro bruto.
Durante meses, esses cristãos sem terra não tiveram nenhuma fonte de renda. Os negociantes hindus não os empregavam mais como diaristas para cortar pedras. As mulheres foram banidas das florestas, onde sempre tinham estado, juntando folhas para fazer pratos de folhas e vendê-los. Pais temerosos não ousavam mais enviar seus filhos para a escola, onde eram firmemente discriminados pelos colegas hindus.
O auxílio da Portas Abertas
Quando a Portas Abertas inspecionou as duas comunidades, estava claro que esses cristãos precisavam não apenas de ajuda humanitária, mas de reabilitação prática. “Eles precisavam ser capacitados, não alimentados, de forma a recuperar sua dignidade e sua vida”, explicou um obreiro de campo da Portas Abertas. Poucas organizações cristãs estavam dispostas a trabalhar na região montanhosa de Kandhamal, onde guerrilheiros maoístas são uma ameaça constante.
Para iniciar o processo de capacitação, a Portas Abertas introduziu grupos celulares em ambas as comunidades. Conduzido por moradores dos vilarejos, mas assistido por um guia e orientador de Portas Abertas, os grupos celulares se reuniam semanalmente para estudo bíblico, mas também organizavam múltiplas atividades voltadas para o desenvolvimento urgente e necessário da comunidade local.
A maioria dos adultos não sabia ler nem escrever. Então, iniciou-se um projeto de alfabetização adulta para ajudar a resgatá-los da pobreza. Ao mesmo tempo, foram abertas escolas-pontes* para seus filhos, protegendo-os da forte discriminação que enfrentavam nas escolas locais. De forma significativa, as crianças hindus logo superaram em número os alunos cristãos, dando oportunidade a crianças de ambas as origens de ouvir histórias do Evangelho e mensagens cristãs em um ambiente positivo.
Um projeto de habitação permitiu que todos os que tinham perdido suas posses construissem novas casas. Uma viúva idosa, em Badabanga, estabeleceu o exemplo ao doar seu terreno para assentar todas as famílias cristãs expulsas de seus vilarejos. A despeito de suas próprias perdas, seus filhos concordaram em sacrificar sua herança, compartilhando sua propriedade com seus irmãos e irmãs em Cristo.
Todos os membros dos grupos celulares foram encorajados a economizar seus ganhos, ajudando-os a abrir contas bancárias para iniciar pequenas bases monetárias. Almoços comunitários foram organizados periodicamente para prover oportunidades de comunhão e compartilhamento.
Um fornecimento de cobertores ajudou os cristãos desalojados a suportarem o frio do inverno das montanhas e, Portas Abertas, também distribuiu bicicletas para facilitar o ministério de pastores e evangelistas locais.
“Eu creio que um dia, nosso vilarejo será definitivamente um modelo para os outros!”, disse Sunil Nayak, de Bandabaju. Após perder tudo e lutar para sobreviver, ele e sua família tinham vivido sob uma cobertura de plástico. “Durante o verão, sentíamos o calor escaldante nos fazendo derreter. Na estação das chuvas, a água jorrava para dentro e, algumas vezes, o vento levava nosso abrigo para longe. No inverno, nós tremíamos enquanto dormíamos no chão”.
“Mas agora minha família pode permanecer junta e ser protegida do calor, da chuva e do frio. É difícil acreditar que tenho minha própria casa! Agradeço a Deus por enviar a Portas Abertas para o meu vilarejo”.
“Estava além de minha imaginação que eu pudesse ter uma bela casa para minha família”, disse Balma Digal, uma viúva com três filhos e uma sogra de 70 anos para cuidar. Após perder tudo na violência de 2008, ela e sua família se esconderam na mata para não serem mortos e, então, viveram em vários campos de refugiados por quase dois anos. Após se juntar à célula de seu vilarejo, Balma disse: “Nosso Deus é tão maravilhoso.
Aqui estou eu nutrida espiritualmente e tendo boa comunhão com outros cristãos. Sou muito grata a Deus e a Portas Abertas pelo seu cuidado especial para conosco”.
Através de várias iniciativas de Portas Abertas, Balma aprendeu a ler e a escrever, seus filhos entraram na escola-ponte para continuar seus estudos e, agora, tem sua própria casa.
Quando Godabori Pradhan voltou a Badaganga, morou fora do vilarejo em uma casa improvisada por mais de dois anos. “O que chamamos de casa é apenas palha coberta com folhas de plástico”, disse ele. “Não possuímos nenhuma fonte de ganho, exceto pela venda de madeira e corte de pedras”.
Durante a violência, Godabori perdeu seus animais domésticos, sua única fonte de renda. Desesperado de que nunca mais conseguiria ter um par de bois novamente, agora ele diz: “Deus tinha um grande plano para nós por trás de todos esses problemas e sofrimentos.
Através de Portas Abertas, Ele me deu um par de bois! Deus é capaz de fazer qualquer coisa em nossa vida, se crermos nEle”.
*As escolas desses vilarejos não fornecem ensino de qualidade. A escola-ponte que a Portas Abertas abriu age como uma ponte entre a escola regular e os alunos. As aulas são dadas em um local comum (escolhido) cada dia após a escola regular e os alunos revisam o que lá foi ensinado. A escola-ponte fornece ensino de boa qualidade e atenção pessoal às crianças. Não apenas os pais cristãos, mas os pais hindus também vieram pedir permissão à Portas Abertas para colocarem seus filhos nas escolas-pontes. E agora as crianças hindus superam em número as cristãs. Recentemente, a comunidade hindu pediu à Portas Abertas para abrir uma escola-ponte dentro de seu vilarejo, oferecendo o espaço do Centro Comunitário. A escola-ponte tem sido um salto gigantesco em direção à reconciliação.
FontePortas Abertas
TraduçãoGetúlio Cidade